i would love to believe
that my best is concealed
by the real world
and there’s someone on the other side
all I do is scream and read books
i try to feel at home
but all I feel is more alone
wooden floors
and I wonder if I’m doing anything right
turning up I end getting hurt
as mysterious as a desert brise
in a room too small for two
we end up in a pillow fight
under sheets and blankets
your hair is so perfect it hurts at times
a toothbrush in a cup
I know it’s not much
falling asleep under neon lights
it can be too much
i sit frozen in front of your home
smiling only because
i’m running scared
whatever happened to 1984?
i’m not in the mood
to bury you eight feet under again
you don’t need a camera
if you’re only inside a picture frame
i drink to my love
and drunk drive you inside my head
i can only say goodbye to your shadow
so please leave the light on
‘cause I’m not as strong as I used to be
give all the shade back to my flashlight
can I call you my own
just before December ends
the snow only keeps me warm
when you’re here
you and me
nós somos o produto de toda uma panóplia de coisas que nos influenciam de uma maneira positiva ou negativa!
quarta-feira, 15 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
she
Inside her castle she has no mirrors
No one to tell her she’s so pretty
Her words should belong in phrases
And those phrases could write books
She’s drowned in dictionaries but doesn’t understand when I say:
“You’re beautiful!”
Her life was taken by those who failed to believe
And has now a grey tone to it
She doesn’t need words
She needs love in the most raw shape of form
I wish I could hold her
And let her know
We aren’t all the same
Although we make mistakes
It’s not our goal to inflict pain
You deserve an all year sun
A landscape only found in paintings
The most melodic music
And someone that like me knows perfection
Even when it can’t be seen
I’m a pessimist you turned into optimistic
No matter how many times you say no
I always find a way to fall for your way of being
And yes I can firmly say I won’t forget you!
No one to tell her she’s so pretty
Her words should belong in phrases
And those phrases could write books
She’s drowned in dictionaries but doesn’t understand when I say:
“You’re beautiful!”
Her life was taken by those who failed to believe
And has now a grey tone to it
She doesn’t need words
She needs love in the most raw shape of form
I wish I could hold her
And let her know
We aren’t all the same
Although we make mistakes
It’s not our goal to inflict pain
You deserve an all year sun
A landscape only found in paintings
The most melodic music
And someone that like me knows perfection
Even when it can’t be seen
I’m a pessimist you turned into optimistic
No matter how many times you say no
I always find a way to fall for your way of being
And yes I can firmly say I won’t forget you!
quinta-feira, 9 de junho de 2011
assim...
sinto-me como se fosse
uma daquelas músicas
"apenas" instrumental
uma melodia harmoniosa
mas sem letra
faço parte de um filme
que ninguém viu
a preto e branco
empurrado para o fundo da prateleira
como tal
ninguém sabe de mim
passam pelo mundo tantas pessoas
conhecidos e desconhecidos
e eu?
sou só mais uma
entre tantas outras
ninguém me conhece
e eu?
eu não conheço ninguém
faço parte do passado
de quem ninguém se lembra
caminho ao teu lado
e tu nem me consegues ver
porque nasci assim
invisível
também nunca vou pertencer ao futuro
sou e sempre serei o presente
e nada mais do que o presente
assim...
uma daquelas músicas
"apenas" instrumental
uma melodia harmoniosa
mas sem letra
faço parte de um filme
que ninguém viu
a preto e branco
empurrado para o fundo da prateleira
como tal
ninguém sabe de mim
passam pelo mundo tantas pessoas
conhecidos e desconhecidos
e eu?
sou só mais uma
entre tantas outras
ninguém me conhece
e eu?
eu não conheço ninguém
faço parte do passado
de quem ninguém se lembra
caminho ao teu lado
e tu nem me consegues ver
porque nasci assim
invisível
também nunca vou pertencer ao futuro
sou e sempre serei o presente
e nada mais do que o presente
assim...
terça-feira, 7 de junho de 2011
mas já...
O tempo parou quando te conheci
Os ponteiros giram em volta de si próprios
Mas as horas não passam
Os dias são mais longos
Multiplico tudo o que sei de ti
Por aquilo que quero saber
Até à minha frente se formar um mar infinito
De palavras, carícias e desejos por realizar
Perco-me nos nós do teu cabelo
Arrepia-me esse olhar que nunca consegui decifrar
Sinto-te nas palavras e sorrisos que me provocas
E tremo de medo de a ti não chegar
Preciso de ti
Canso-me de te querer sentir, o teu toque e o teu cheiro
Adormecer na fragilidade do teu olhar
Mas vivo num mundo abstracto
Sonho sem querer
O tempo perde-se
Entre as nuvens do destino que nos persegue
Como o sol num fim de tarde de inverno
E longe de ti afogo-me na incerteza do que sou…
Os ponteiros giram em volta de si próprios
Mas as horas não passam
Os dias são mais longos
Multiplico tudo o que sei de ti
Por aquilo que quero saber
Até à minha frente se formar um mar infinito
De palavras, carícias e desejos por realizar
Perco-me nos nós do teu cabelo
Arrepia-me esse olhar que nunca consegui decifrar
Sinto-te nas palavras e sorrisos que me provocas
E tremo de medo de a ti não chegar
Preciso de ti
Canso-me de te querer sentir, o teu toque e o teu cheiro
Adormecer na fragilidade do teu olhar
Mas vivo num mundo abstracto
Sonho sem querer
O tempo perde-se
Entre as nuvens do destino que nos persegue
Como o sol num fim de tarde de inverno
E longe de ti afogo-me na incerteza do que sou…
sexta-feira, 20 de maio de 2011
amigos, amantes ou nada!
num mundo que desenhei só nosso
todos os outros são um obstáculo
uma encruzilhada que te obriga a escolher
a felicidade
que nunca vai ser a nossa
partilhamos tudo o resto
e fica pelo caminho um sentimento
grande demais
para caber dentro de mim
choro
não porque não te vou ter
mas porque sonhei que te tive
porque me entreguei a um sentir cego
que agora contigo ausente
me corrói por dentro como ácido
arde como gelo
me corta a pele
e me deixa em sangue
com a força de mil navalhas
a noite acolhe-me
e a ela confesso todos os meus pensamentos
até os que nunca partilhei contigo
ela apazigua-me
e vem silenciosa
como uma bala que me atinge
deixa-me dormente
e por momentos
sou quase feliz na ignorância de não saber o que sinto
até que amanhece outra vez
e volto a acordar a pensar em ti
e dou voltas desnecessárias dentro da jaula
onde me sinto presa ao que sinto por ti...
todos os outros são um obstáculo
uma encruzilhada que te obriga a escolher
a felicidade
que nunca vai ser a nossa
partilhamos tudo o resto
e fica pelo caminho um sentimento
grande demais
para caber dentro de mim
choro
não porque não te vou ter
mas porque sonhei que te tive
porque me entreguei a um sentir cego
que agora contigo ausente
me corrói por dentro como ácido
arde como gelo
me corta a pele
e me deixa em sangue
com a força de mil navalhas
a noite acolhe-me
e a ela confesso todos os meus pensamentos
até os que nunca partilhei contigo
ela apazigua-me
e vem silenciosa
como uma bala que me atinge
deixa-me dormente
e por momentos
sou quase feliz na ignorância de não saber o que sinto
até que amanhece outra vez
e volto a acordar a pensar em ti
e dou voltas desnecessárias dentro da jaula
onde me sinto presa ao que sinto por ti...
quinta-feira, 12 de maio de 2011
sonhos...
hoje voltei a sonhar contigo
mas foi diferente
melancólico até
a premonição de que talvez não o volte a fazer
fui até tua casa
embora não saiba onde fica
entrei pela porta da qual não tinha chave
e fui direita ao teu quarto
não me apercebi, mas tinha a certeza de que era teu
pelo caminho imaginei-te a percorrer outras divisões
abri a porta devagar, sem fazer barulho
e lá estavas tu, deitada
acordada mas quieta como se dormisses
olhaste para mim várias vezes
mas não me viste
eu toquei-te mas não me sentiste
lágrimas caíram-me pelo rosto
e secaram na roupa da tua cama
onde me sentei
voltei a olhar para ti
e deixei-te assim como te encontrei
despedi-me de ti
e acordei enrolada em memórias, palavras
e uma tristeza tão grande
que faz doer tanto como a tua ausência!
mas foi diferente
melancólico até
a premonição de que talvez não o volte a fazer
fui até tua casa
embora não saiba onde fica
entrei pela porta da qual não tinha chave
e fui direita ao teu quarto
não me apercebi, mas tinha a certeza de que era teu
pelo caminho imaginei-te a percorrer outras divisões
abri a porta devagar, sem fazer barulho
e lá estavas tu, deitada
acordada mas quieta como se dormisses
olhaste para mim várias vezes
mas não me viste
eu toquei-te mas não me sentiste
lágrimas caíram-me pelo rosto
e secaram na roupa da tua cama
onde me sentei
voltei a olhar para ti
e deixei-te assim como te encontrei
despedi-me de ti
e acordei enrolada em memórias, palavras
e uma tristeza tão grande
que faz doer tanto como a tua ausência!
segunda-feira, 2 de maio de 2011
waiting for forever...
hoje parece que me reencontrei com pessoas que já parecia ter esquecido
vi reflectido o meu olhar no delas
e senti
partilhei o sentimento de que o mundo talvez estivesse prestes a enlouquecer
ou então era apenas eu
ou nós
imaginei a possibilidade de nunca mais te ver
e perdi-me na impossibilidade de te ter
entre palavras
promessas que não poderão ser cumpridas
entre os sons de um piano que se ouve ao longe
e corações esculpidos em árvores
risquei o talvez
e mergulhei num mar de certezas
paradisíaco demais para acreditar que ele existe
chamem-me os nomes que quiserem
chamem-me louca
mas sei que o meu destino passa por caminhar na tua direcção
qualquer passo em falso
qualquer passo que me afaste de ti
é a negação de quem sou
e a morte de mais um pedaço de mim
só mais um engano, no meio de tantos que já cometi!
vi reflectido o meu olhar no delas
e senti
partilhei o sentimento de que o mundo talvez estivesse prestes a enlouquecer
ou então era apenas eu
ou nós
imaginei a possibilidade de nunca mais te ver
e perdi-me na impossibilidade de te ter
entre palavras
promessas que não poderão ser cumpridas
entre os sons de um piano que se ouve ao longe
e corações esculpidos em árvores
risquei o talvez
e mergulhei num mar de certezas
paradisíaco demais para acreditar que ele existe
chamem-me os nomes que quiserem
chamem-me louca
mas sei que o meu destino passa por caminhar na tua direcção
qualquer passo em falso
qualquer passo que me afaste de ti
é a negação de quem sou
e a morte de mais um pedaço de mim
só mais um engano, no meio de tantos que já cometi!
quarta-feira, 20 de abril de 2011
nostalgia
a lua ilumina-me
e a noite aquece-me
no entanto, sinto-me doente
assalta-me uma nostalgia
que me deixa mal-disposta
reencontro todos os que me deixaram
e invade-me uma saudade
de quem ainda não conheci
os meus passos são contínuos mas vagarosos
protejo-me em sítios que me são familiares
mas continuo assustada
pela possibilidade de me encontrar a mim própria
de me perceber sozinha
à noite o sol não ilumina o rio
não dá luz às árvores
e a mim só me apetece fugir
esconder-me de memórias
que nem sempre me fazem sorrir
odeio-me por querer tanto esquecer
e no entanto não consigo
sentir ou ser de outra forma
anseio pelo teu abraço
a tua mãe entrelaçada na minha
mas quanto mais me apercebo
que não te quero perder
mais forte se torna a consciência
de uma caminhada solitária
onde só me acompanha
o que sinto cá dentro
onde povoada por sentimentos
respiro fundo e me preparo
para dar o primeiro do resto dos meus passos
indubitavelmente... sozinha
e a noite aquece-me
no entanto, sinto-me doente
assalta-me uma nostalgia
que me deixa mal-disposta
reencontro todos os que me deixaram
e invade-me uma saudade
de quem ainda não conheci
os meus passos são contínuos mas vagarosos
protejo-me em sítios que me são familiares
mas continuo assustada
pela possibilidade de me encontrar a mim própria
de me perceber sozinha
à noite o sol não ilumina o rio
não dá luz às árvores
e a mim só me apetece fugir
esconder-me de memórias
que nem sempre me fazem sorrir
odeio-me por querer tanto esquecer
e no entanto não consigo
sentir ou ser de outra forma
anseio pelo teu abraço
a tua mãe entrelaçada na minha
mas quanto mais me apercebo
que não te quero perder
mais forte se torna a consciência
de uma caminhada solitária
onde só me acompanha
o que sinto cá dentro
onde povoada por sentimentos
respiro fundo e me preparo
para dar o primeiro do resto dos meus passos
indubitavelmente... sozinha
terça-feira, 29 de março de 2011
entre 26 e 28
deito-me na cama
mais uma vez
contra as almofadas
e fecho os olhos cansados
surges na minha cabeça
como se de lá nunca tivesses saído
à primeira imagem tua
sinto um arrepio
que me percorre por inteiro
sonho
mais uma vez acordada
e imagino-te aqui
comigo
ouço um silêncio ensurdecedor
esmagado pela força de palavras
que não são ditas
por gestos contidos
e surge esta vontade enorme de te ter
que me reduz a esta condição humana
sinto-me fraca demais
para lutar
contra este desejo
que me consome
sinto o calor dos teus lábios
nos meus
imagino a sua doçura
a tua mão na minha
coincide no tamanho
e apenas se consegue diferenciar
pelas linhas que a caracterizam
falta-me o teu abraço apertado
e acolhedor
um coração que bata
à mesma velocidade do meu
preciso da vertigem das horas
que passam rápido demais
dos momentos eternizados
entre minutos
que no meu relógio
parecem parar
acabo por cair aos teus pés
fazes-me falta...
mais uma vez
contra as almofadas
e fecho os olhos cansados
surges na minha cabeça
como se de lá nunca tivesses saído
à primeira imagem tua
sinto um arrepio
que me percorre por inteiro
sonho
mais uma vez acordada
e imagino-te aqui
comigo
ouço um silêncio ensurdecedor
esmagado pela força de palavras
que não são ditas
por gestos contidos
e surge esta vontade enorme de te ter
que me reduz a esta condição humana
sinto-me fraca demais
para lutar
contra este desejo
que me consome
sinto o calor dos teus lábios
nos meus
imagino a sua doçura
a tua mão na minha
coincide no tamanho
e apenas se consegue diferenciar
pelas linhas que a caracterizam
falta-me o teu abraço apertado
e acolhedor
um coração que bata
à mesma velocidade do meu
preciso da vertigem das horas
que passam rápido demais
dos momentos eternizados
entre minutos
que no meu relógio
parecem parar
acabo por cair aos teus pés
fazes-me falta...
segunda-feira, 28 de março de 2011
contrariedades
canso-me de dar voltas
pelos mesmos sítios
onde já passei vezes sem conta
assustam-me as pessoas
que nunca são as mesmas
só a lua
me aguarda pacientemente
só as estrelas
me acompanham
nesta viagem sem rumo
ou destino definido
paro várias vezes pelo caminho
para escrever
cansada de sentir
magoam-me os pés
e dói-me o coração
queimo-me mais uma vez no alcatrão
onde ando sozinha
sinto o vento
que só à noite pertence
invadir-me
e arrepiar a pele de que me visto
faço-lhe juras de um ódio eterno
quebradas pela memória
de uma vida sem ti
prometo não voltar a sentir
não dar de mim
a quem não me quer receber
e engano-me, mais uma vez
invadem-me sentimentos
demasiado vincados
e a consciência
de uma racionalidade inexistente
quero soltar as amarras
que me prendem a um cais
que não é o meu
quero liberdade
para não depender de ninguém
respirar...
mas sou tua!
pelos mesmos sítios
onde já passei vezes sem conta
assustam-me as pessoas
que nunca são as mesmas
só a lua
me aguarda pacientemente
só as estrelas
me acompanham
nesta viagem sem rumo
ou destino definido
paro várias vezes pelo caminho
para escrever
cansada de sentir
magoam-me os pés
e dói-me o coração
queimo-me mais uma vez no alcatrão
onde ando sozinha
sinto o vento
que só à noite pertence
invadir-me
e arrepiar a pele de que me visto
faço-lhe juras de um ódio eterno
quebradas pela memória
de uma vida sem ti
prometo não voltar a sentir
não dar de mim
a quem não me quer receber
e engano-me, mais uma vez
invadem-me sentimentos
demasiado vincados
e a consciência
de uma racionalidade inexistente
quero soltar as amarras
que me prendem a um cais
que não é o meu
quero liberdade
para não depender de ninguém
respirar...
mas sou tua!
terça-feira, 22 de março de 2011
ao luar
acordo ao teu lado
como se estivesses sempre comigo
nesta noite
iluminada apenas pela lua
e a ingenuidade escondida
por detrás de um brilho próprio
que não abandona
o meu quarto
que me prende
entre paredes e janelas
onde sou tua prisioneira
deixas-me respirar
entre raios de sol
e uma brisa que me devolve
os suspiros que te prometi
encontro-me
entre passeios à beira-mar
caminhos que percorremos de mãos dadas
enches-me de dúvidas
que não me importo de coleccionar
definições encontradas
em gestos
entre nós duas
ergueram-se vidas
estranhamente familiares
a ambas
seguimos pegadas na areia
que nos levam ao encontro
uma da outra
onde minutos
parecem horas que não passam
beija-me
devolve a este coração
o batimento exagerado
de uma paixão desenfreada
que não consegue ser explicada...
como se estivesses sempre comigo
nesta noite
iluminada apenas pela lua
e a ingenuidade escondida
por detrás de um brilho próprio
que não abandona
o meu quarto
que me prende
entre paredes e janelas
onde sou tua prisioneira
deixas-me respirar
entre raios de sol
e uma brisa que me devolve
os suspiros que te prometi
encontro-me
entre passeios à beira-mar
caminhos que percorremos de mãos dadas
enches-me de dúvidas
que não me importo de coleccionar
definições encontradas
em gestos
entre nós duas
ergueram-se vidas
estranhamente familiares
a ambas
seguimos pegadas na areia
que nos levam ao encontro
uma da outra
onde minutos
parecem horas que não passam
beija-me
devolve a este coração
o batimento exagerado
de uma paixão desenfreada
que não consegue ser explicada...
quinta-feira, 17 de março de 2011
24/7 - 127
dar valor ao que temos antes de o perder
pessoas, sentimentos, a natureza e tudo o que nos rodeia...
dizer a quem é de dizer: gosto de ti!
guardar memórias do que fizemos bem
e recordar
guardar memórias do que fizemos menos bem
e fazer por melhorar
não guardar ressentimentos nem rancores
riscar a palavra odeio-te do vocabulário
crescer
aceitar erros cometidos
por nós e pelos outros
sorrir...
e aceitar o destino
mesmo que não acreditemos nele!
fazer aquilo que nos dá prazer
e encontrar algo de positivo
no que nos custa levar a cabo
inventar palavras
recorrer a outros gestos
respirar fundo
e ver
respirar outra vez
só para que o ar entre
caminhar, correr, dançar
ao sol e à chuva
sonhar
e sentir...
pessoas, sentimentos, a natureza e tudo o que nos rodeia...
dizer a quem é de dizer: gosto de ti!
guardar memórias do que fizemos bem
e recordar
guardar memórias do que fizemos menos bem
e fazer por melhorar
não guardar ressentimentos nem rancores
riscar a palavra odeio-te do vocabulário
crescer
aceitar erros cometidos
por nós e pelos outros
sorrir...
e aceitar o destino
mesmo que não acreditemos nele!
fazer aquilo que nos dá prazer
e encontrar algo de positivo
no que nos custa levar a cabo
inventar palavras
recorrer a outros gestos
respirar fundo
e ver
respirar outra vez
só para que o ar entre
caminhar, correr, dançar
ao sol e à chuva
sonhar
e sentir...
terça-feira, 15 de março de 2011
não!
escrevo mesmo sem papel ou caneta
escrevo como respiro
e escrevo ao sabor de sentimentos
decoro palavras
que não me saem da cabeça
desde que entraste no meu coração
invento frases que nunca li
escrevo de dia
protegida pelo interior de um carro
onde me tranco
escrevo de noite
no escuro e no silêncio
assaltada pelo desejo de te ter
nem que seja em sonhos
e passam sons por mim
sons que não vejo
porque penso em ti
pessoas sem uma identidade definida
e sombras de várias cores
acorda-me a chuva
que bate suavemente na janela
como um sussurrar de palavras doces
aceito-a
sem medo de me molhar
de braços abertos
e com um sorriso
porque sei que não vais tardar a aparecer!
escrevo como respiro
e escrevo ao sabor de sentimentos
decoro palavras
que não me saem da cabeça
desde que entraste no meu coração
invento frases que nunca li
escrevo de dia
protegida pelo interior de um carro
onde me tranco
escrevo de noite
no escuro e no silêncio
assaltada pelo desejo de te ter
nem que seja em sonhos
e passam sons por mim
sons que não vejo
porque penso em ti
pessoas sem uma identidade definida
e sombras de várias cores
acorda-me a chuva
que bate suavemente na janela
como um sussurrar de palavras doces
aceito-a
sem medo de me molhar
de braços abertos
e com um sorriso
porque sei que não vais tardar a aparecer!
segunda-feira, 14 de março de 2011
animosidade
Em dias de chuva escolho-te a ti
Entre rostos de uma multidão que desconheço
E se ri para mim
Brilhas como o sol de inverno
E aqueces esta minha alma
Outrora fria e sem salvação
Encontro-te entre o aroma de velas que trago em mim
No meio da escuridão
Onde só tu me iluminas o caminho
Entre mares tumultuosos e navios naufragados
Não te quero inventar
Quero conhecer-te
E adivinhar-te
Dar-te a mão
Pegar na tua
Como se ela sempre tivesse sido minha
Quero que me pertenças numa noite sem sono
E que me devolvas um sorriso rasgado
Numa lágrima perdida
Não quero sentir a tua falta
Quero que me provoques
Com a maldade vã
Que se evapora
Entre as palavras que me segredas ao ouvido
Quero voar
Perder-te em gestos que te prendam a mim
E reencontrar-te num abraço apertado
Sentido
A tua beleza é uma hipérbole de emoções
Onde me inspiro
E escrevo estas palavras
Banais talvez
Ao lado do que sinto
Escrevo com o coração cansado
De bater por ti
De te procurar
No porto de abrigo que construí para nós
Sou indubitavelmente tua
A ti pertence-te
Uma ingenuidade mascarada
Com a alegria que me devolveste
Estes lábios que aguardam os teus
E um suspiro solto no ar
Entre promessas de uma vida inteira junto a ti…
Entre rostos de uma multidão que desconheço
E se ri para mim
Brilhas como o sol de inverno
E aqueces esta minha alma
Outrora fria e sem salvação
Encontro-te entre o aroma de velas que trago em mim
No meio da escuridão
Onde só tu me iluminas o caminho
Entre mares tumultuosos e navios naufragados
Não te quero inventar
Quero conhecer-te
E adivinhar-te
Dar-te a mão
Pegar na tua
Como se ela sempre tivesse sido minha
Quero que me pertenças numa noite sem sono
E que me devolvas um sorriso rasgado
Numa lágrima perdida
Não quero sentir a tua falta
Quero que me provoques
Com a maldade vã
Que se evapora
Entre as palavras que me segredas ao ouvido
Quero voar
Perder-te em gestos que te prendam a mim
E reencontrar-te num abraço apertado
Sentido
A tua beleza é uma hipérbole de emoções
Onde me inspiro
E escrevo estas palavras
Banais talvez
Ao lado do que sinto
Escrevo com o coração cansado
De bater por ti
De te procurar
No porto de abrigo que construí para nós
Sou indubitavelmente tua
A ti pertence-te
Uma ingenuidade mascarada
Com a alegria que me devolveste
Estes lábios que aguardam os teus
E um suspiro solto no ar
Entre promessas de uma vida inteira junto a ti…
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
imagens proibidas
tenho dificuldade em perceber certas imagens
admiro-as mas nunca as percebo totalmente
por vezes junto todas essas imagens
que me encadeiam
e crio uma história
um sonho quase perfeito
e respiro-o
como se o ar fosse remédio
e bebo-o
o mesmo álcool
que outrora curou feridas
ou deu luz à escuridão
inibo-me de mim mesma
e torno-me sociável
sinto o meu corpo
mais do que nos outros dias
mais do que é normal sentir
quando não se sente
e sento-me no escuro
sem teorias
nem uma ciência exacta
procuro (num esforço contínuo)
ser responsável por mim
e como tal
não devo responsabilidades a mais ninguém
vivo numa ignorância
que não consigo eliminar
e partilho-a
com todas as pessoas que passam na minha vida
em mudança constante
porque raramente somos a mesma pessoa
ao acordar
do que éramos quando nos deitámos
e como são dolorosas
as surpresas que não conseguimos evitar
a verdade é que
só podemos ser alguém quando não somos ninguém
a realidade é uma fantasia
e o amor um desengano
resta-nos a música
na sua fragilidade imensa
por isso
prefiro não saber o que os outros não sabem
já vem em demasia a informação
que mais valia nunca saber
agonia-me o poder da solidão
o facto de nem as nossa memórias nos pertencerem
levam-nos para onde não queremos
e encontram-nos onde não pedimos para ser descobertos
volto atrás
sonho mas quando acordo
as imagens que guardava desapareceram
e eu esqueci-as...
admiro-as mas nunca as percebo totalmente
por vezes junto todas essas imagens
que me encadeiam
e crio uma história
um sonho quase perfeito
e respiro-o
como se o ar fosse remédio
e bebo-o
o mesmo álcool
que outrora curou feridas
ou deu luz à escuridão
inibo-me de mim mesma
e torno-me sociável
sinto o meu corpo
mais do que nos outros dias
mais do que é normal sentir
quando não se sente
e sento-me no escuro
sem teorias
nem uma ciência exacta
procuro (num esforço contínuo)
ser responsável por mim
e como tal
não devo responsabilidades a mais ninguém
vivo numa ignorância
que não consigo eliminar
e partilho-a
com todas as pessoas que passam na minha vida
em mudança constante
porque raramente somos a mesma pessoa
ao acordar
do que éramos quando nos deitámos
e como são dolorosas
as surpresas que não conseguimos evitar
a verdade é que
só podemos ser alguém quando não somos ninguém
a realidade é uma fantasia
e o amor um desengano
resta-nos a música
na sua fragilidade imensa
por isso
prefiro não saber o que os outros não sabem
já vem em demasia a informação
que mais valia nunca saber
agonia-me o poder da solidão
o facto de nem as nossa memórias nos pertencerem
levam-nos para onde não queremos
e encontram-nos onde não pedimos para ser descobertos
volto atrás
sonho mas quando acordo
as imagens que guardava desapareceram
e eu esqueci-as...
domingo, 20 de fevereiro de 2011
insónias
as tuas palavras são como bombas
e o teu odor remete-me a um pomar
cheio de fruta em flor
é incrível como o mundo
está cheio de coisas que estão a mais
e o que não nos é banal
temos de procurar
como um tesouro...
suponho que tenha graça assim
mais uma partida
um trecho
ou a citação
de uma anedota de humor negro
curioso que tenhamos de andar às voltas
para encontrar
o que nos é indispensável
e tudo o resto
aquilo que preferimos ignorar
surge à nossa frente
no reflexo de um espelho
ou entre a paisagem
e rapidamente se torna familiar
deixa de nos incomodar
o que faz com que lentamente
deixe de fazer diferença
se acomode na nossa vida
sem querermos que desapareça
as tuas palavras são gentis
como uma carícia
mas o teu cheiro é nauseabundo
e incomoda-me...
e o teu odor remete-me a um pomar
cheio de fruta em flor
é incrível como o mundo
está cheio de coisas que estão a mais
e o que não nos é banal
temos de procurar
como um tesouro...
suponho que tenha graça assim
mais uma partida
um trecho
ou a citação
de uma anedota de humor negro
curioso que tenhamos de andar às voltas
para encontrar
o que nos é indispensável
e tudo o resto
aquilo que preferimos ignorar
surge à nossa frente
no reflexo de um espelho
ou entre a paisagem
e rapidamente se torna familiar
deixa de nos incomodar
o que faz com que lentamente
deixe de fazer diferença
se acomode na nossa vida
sem querermos que desapareça
as tuas palavras são gentis
como uma carícia
mas o teu cheiro é nauseabundo
e incomoda-me...
sábado, 19 de fevereiro de 2011
the pursuit
hello innocence
would you care
if i said you're the only melody
i can't seem to forget
the one shadow
that follows me 'till the end of the night
it's a warning
i don't think i want you to go
so stay and cry with me
take a little time for me
when the music stops
will you still be here with me?
it's a mistery
will the morning come
with the sweetness of your voice?
or will i wake up alone
putting up together
the pieces of my lonely frame
i won't mind
if you're not here
no one will harm me
of that i'm clear
i'll remember everything
i thought my life was going to be
now all i do is forget
all the things i never achieved
the world is full of roads
and cars with no backseats
if you dare
take some time
and read through your mind
be in love with the blind
write a bitter song
be lost
until you're found
and smile in the meanwhile!
would you care
if i said you're the only melody
i can't seem to forget
the one shadow
that follows me 'till the end of the night
it's a warning
i don't think i want you to go
so stay and cry with me
take a little time for me
when the music stops
will you still be here with me?
it's a mistery
will the morning come
with the sweetness of your voice?
or will i wake up alone
putting up together
the pieces of my lonely frame
i won't mind
if you're not here
no one will harm me
of that i'm clear
i'll remember everything
i thought my life was going to be
now all i do is forget
all the things i never achieved
the world is full of roads
and cars with no backseats
if you dare
take some time
and read through your mind
be in love with the blind
write a bitter song
be lost
until you're found
and smile in the meanwhile!
domingo, 13 de fevereiro de 2011
em fim...
se quisesse explicar o que sou
não sei
se quisesse explicar o que sinto
não consigo
abomino a fragilidade
que rodeia a minha vida
que abana a estrutura
onde em pé fico em desequilíbrio
tenho os pés molhados
das poças que me inundam por dentro
a chuva abundante
fria e desagradável
encharca-me a alma
e eu não sei nadar
caio em mim
e desfaço-me em mil pedaços
que não encaixam como um puzzle
tenho medo do amanhã
dos círculos que o vento dá à minha volta
estou perdida
mais uma vez
sem me encontrar
sinto a força de murros
no meu estomâgo
o ardor de unhas cravadas
na minha pele
o cheiro das lágrimas
e o sabor do sangue
sinto, enfim
tudo menos aquilo que queria sentir...
não sei
se quisesse explicar o que sinto
não consigo
abomino a fragilidade
que rodeia a minha vida
que abana a estrutura
onde em pé fico em desequilíbrio
tenho os pés molhados
das poças que me inundam por dentro
a chuva abundante
fria e desagradável
encharca-me a alma
e eu não sei nadar
caio em mim
e desfaço-me em mil pedaços
que não encaixam como um puzzle
tenho medo do amanhã
dos círculos que o vento dá à minha volta
estou perdida
mais uma vez
sem me encontrar
sinto a força de murros
no meu estomâgo
o ardor de unhas cravadas
na minha pele
o cheiro das lágrimas
e o sabor do sangue
sinto, enfim
tudo menos aquilo que queria sentir...
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Marias
os arrepios que a noite me provoca na pele
fazem-me crer que ainda estou viva
ainda respiro
e ainda tenho frio
mesmo que coberta de mantas de mil retalhos
gelam-me as mãos e os pés
como se não fossem os meus
como se não fizessem parte do meu corpo
deito-me na cama, nua
e afasto-me da janela
onde os estores até meio corridos
me deixam sonhar com uma vista
que não é a mesma de ontem
as minhas mãos estão mais vazias
a elas só pertencem
os comprimidos que me imagino a engolir
de olhos fechados
os copos de álcool sucessivos
que me arranham na garganta
e a deixam seca
encontro-me num labirinto
de ruas onde não passam carros
nem pessoas
onde não há parques de estacionamento
nem jardins
onde não há lugar para noites de verão
nem cigarros ardidos
uns depois dos outros
perdi-me no fumo
no verde do teu labirinto
que nunca foi nosso
entre danças
e a música que só eu ouvia
um ódio que só eu sentia
a luz da tua lanterna
só projecta sombras na escuridão
e já nem as chamas das fogueiras
têm cor
ou me dão calor
oferecem-me imagens desfocadas
raios de luz
e uma esquizofrenia inventada
que me faz alucinar
como um vício
de uma droga forte
que me prende
assim o fazes...
deixas-me atada de pés e mãos
a esta árvore de solidão
e fico lá até amanhecer
até acordar no meio do orvalho
livre
despida de ti!
fazem-me crer que ainda estou viva
ainda respiro
e ainda tenho frio
mesmo que coberta de mantas de mil retalhos
gelam-me as mãos e os pés
como se não fossem os meus
como se não fizessem parte do meu corpo
deito-me na cama, nua
e afasto-me da janela
onde os estores até meio corridos
me deixam sonhar com uma vista
que não é a mesma de ontem
as minhas mãos estão mais vazias
a elas só pertencem
os comprimidos que me imagino a engolir
de olhos fechados
os copos de álcool sucessivos
que me arranham na garganta
e a deixam seca
encontro-me num labirinto
de ruas onde não passam carros
nem pessoas
onde não há parques de estacionamento
nem jardins
onde não há lugar para noites de verão
nem cigarros ardidos
uns depois dos outros
perdi-me no fumo
no verde do teu labirinto
que nunca foi nosso
entre danças
e a música que só eu ouvia
um ódio que só eu sentia
a luz da tua lanterna
só projecta sombras na escuridão
e já nem as chamas das fogueiras
têm cor
ou me dão calor
oferecem-me imagens desfocadas
raios de luz
e uma esquizofrenia inventada
que me faz alucinar
como um vício
de uma droga forte
que me prende
assim o fazes...
deixas-me atada de pés e mãos
a esta árvore de solidão
e fico lá até amanhecer
até acordar no meio do orvalho
livre
despida de ti!
sábado, 5 de fevereiro de 2011
um partir tão doce
queria ser a primeira a partir
queria proibir todos
(fossem quem fossem)
a partirem antes de mim
avisem-me por favor
quando estiverem para partir
porque quero antecipar-me a vocês
só segundos antes
não importa
não vos quero dar o prazer de acabarem comigo
de me matarem um pouco dentro de vocês
não quero esta fragilidade
que faz de mim prisioneira
que me faz estar sempre presente
não quero que me levem com vocês
deixem-me ir antes por favor...
queria proibir todos
(fossem quem fossem)
a partirem antes de mim
avisem-me por favor
quando estiverem para partir
porque quero antecipar-me a vocês
só segundos antes
não importa
não vos quero dar o prazer de acabarem comigo
de me matarem um pouco dentro de vocês
não quero esta fragilidade
que faz de mim prisioneira
que me faz estar sempre presente
não quero que me levem com vocês
deixem-me ir antes por favor...
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